
Esse blog é feito de corpo inteiro. Acredito no corpo como um todo. Todos os membros trabalham unidos e lutam por um mesmo ideal comandados pela mente. Abaixo descrevo o perfil desse espaço, dividido por algumas partes do corpo humano.
Proprietária do cérebro:
É a Miriam Névola que mora em Dourados, tem 22 anos, é Produtora da Tv Morena . Acredita no poder das palavras. Tem na escrita um “alívio” para os milhares de pensamentos que flutuam em seu cérebro. E aqui vai escrever textos, como forma de não ficar calada diante às diversas situações que englobam o ser humano.
Proprietária dos olhos:
Os olhos permitem enxergar. Óbvio? Dependendo da pessoa, os olhos só, vêem. Nesse blog, os olhos querem enxergar tudo que acontece ao seu redor e se possível, nos “redores” distantes. O que passa pelos olhos é filtrado e transformado em palavras. Sempre palavras escritas.
Proprietária dos ouvidos:
Ouvir música, ouvir política, ouvir patrão reclamando, ouvir professor ensinando, ouvir mãe aconselhando, ouvir adolescente se explicando, ouvir criança chorando, ouvir conversa alheia. Ouvido sempre atento, sinal de assunto para ser escrito constantemente.
Proprietária das mãos:
Dedos, unha, cutícula, rugas, articulação. São eles que digitam. São eles que “falam”. Permitindo que idéias se transformem em escritos.
Proprietária do coração:
O centro do ser humano. Causador das vontades, junto à mente. Sentimento permanente. Envolve, emociona, questiona, se irrita, se indigna, se apaixona, ama!Acredito que para que corpo "funcione" é necessário do criador. Meu criador é Deus, meu Pai e senhor da minha vida em quem acredito, confio e me dedico.Ele mora em meu coração.
Contato: miriam_nevola@yahoo.com.br
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Em recesso
"Mudar de preocupação faz-me tão bem como tirar férias " Lioyd George
Sim, sim, estou entrando de férias. Deixo com vocês meu autor preferido durante esse período, Mario Quintana.
Eu queria trazer-te uns versos
Eu queria trazer-te uns versos muito lindos
colhidos no mais íntimo de mim...
Sua palavras
seriam as mais simples do mundo,
porém não sei que luz as iluminaria
que terias de fechar teus olhos para os ouvir...
Sim! Uma luz que viria de dentro delas,
como essa que acende inesperadas cores
nas lanternas chinesas de papel.
Trago-te palavras, apenas... e que estão escritas
do lado de fora do papel... Não sei, eu nunca soube
o que dizer-te
e este poema vai morrendo, ardente de puro, ao
vento da Poesia...
como
uma pobre lanterna que incendiou!
O Poema
O Poema
essa estranha máscara
mais verdadeira
do que a própria face...
:: Postado por
Miriam Névola
às
08h59
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Flávio Verão
Dois litros de gasolina, um palito de fósforo e cinco mortos. Assim aconteceu a tragédia no ônibus 3.5.0 no Rio de Janeiro.
Cenas de vandalismo tomaram conta das cidades brasileiras com veemência. O artigo 5º, (IX) da CF, declara que: “ É livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos de lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens”.
A própria lei enfatiza o termo “paz”. Vivemos em tempos que tudo pode acontecer. A paz está se tornando uma mitologia e, para segui - lá, temos que voltar ao tempo.
Tarefa difícil que passa despercebido diante nossos olhos, sendo os próprios cidadãos na ignorância desfazem da responsabilidade social o mau do mundo que não lhe pertença.
Conviver com essas crueldades que dizimam a população de bem passou ser rotineiro. O publico pede números. Quantos morreram? Como foi? Cadê a foto? Deixa-me ver como ficou?
Triste realidade que temos que ser coniventes e acostumar com as coisas do jeito que elas são. Afinal a gente se acostuma para poupar a vida. Eu sei, mas não devia...
:: Postado por
Miriam Névola
às
08h42
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A Floreira
Beatrice Jardim
Heterónimo para Miriam Névola
Todo dia conheço uma pessoa nova. Não, não é nova de idade ela pode ser velha. Vou me expressar melhor. Todo dia conheço uma nova pessoa.
Mesmo tendo sido apresentada a ela há dez anos atrás, a conheci ontem. Hoje, percebo que ela é um alguém que vive para as flores e as fores vivem para ela. Antes, eu achava que ela apenas gostasse de jardins e de ficar em casa, sem fazer nada, folgada, preguiçosa. Ontem ela mostrou meu erro e para minha surpresa, me ensinou.
Lembrei-me das pessoas com quem convivo. Por tantas vezes acreditei serem elas extrovertidas, amigas e apaixonadas. Tempo depois percebi que na verdade, eram somente lagartas se transformando.
A floreira mostrou que posso conhecer novas pessoas todos os dias, olhando para aquelas... aquelas velhas pessoas.
Ela me alertou! Parecia ler meus pensamentos. Disse para eu sair desse pedestal. Agora que aprendi a mutação das pessoas, não posso tratá-las como simples seres mutantes. Não estou com a verdade, nem sou a única conhecedora de tal mistério.
A floreira me pegou pelas mãos, ajudando a minha descida. Degrau por degrau. Meu pedestal era bem alto. No último degrau me senti só, triste, parecendo ter sido frustrada. Parecia não conhecer eu mesma.
Já no chão, olhei para cima e lá estava. Olhando-me com carinho e sorrindo. Percebi o quanto eu era pequena. Ali, do meu pedestal, não havia notado que também sou ser mutante.
Descobri que eu também mudei. Não sozinha. A floreira me ajudou. Aqui debaixo posso ver, o quanto cada pessoa soma às outras. Ninguém é alguém sozinho. Eu mudei, porque ela me ensinou algo novo, me mostrou novas pessoas.
:: Postado por
Miriam Névola
às
10h16
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